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A Tempestade

 

Gênero

Temporada
21 de agosto a 22 de novembro

Dias
Sextas às 21h30, Sábado às 21h00 e Domingo às 19h00

Duração
90 minutos

Indicação de faixa etária
A partir de 12 anos

Local
TUCARENA – Teatro da PUC-SP (Entrada pela Rua Bartira)
Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes - São Paulo - SP

Capacidade
300 lugares

Ingressos
Sextas R$50 / Sábados e Domingos R$70 - (Desconto de 50% para Estudantes, Maiores de 60 anos e Aposentados. Preço especial PUC-SP R$ 10,00 / Para estudantes, professores e funcionários da PUC sob comprovação - número de ingressos limitado a 10% da lotação do teatro). Acesso para pessoas com deficiência.

Vendas

Pela Internet: www.ingressorapido.com.br
Central de Vendas: (11) 4003-1212
(aceita todos os cartões de crédito)

Horários de funcionamento da bilheteria:
De terça-feira a domingo das 14h00 às 20h00

Formas de Pagamento:
Amex, Aura, Diners, Dinheiro, Hipercard,
Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron.

Estacionamento conveniado:
Pier Park Estacionamentos - Rua Monte Alegre, 835 - R$18,00 (Valor válido somente mediante a apresentação de ingressos das peças em cartaz no TUCA)
Tel.: (11) 3167-7111

VALET ESTAPAR- SOMENTE SÁBADOS E DOMINGOS, R$ 25,00

Sobre o espetáculo

Com o patrocínio da AB Concessões, última peça escrita por William Shakespeare, A Tempestade ganha versão de Gabriel Villela com Celso Frateschi no papel de Próspero

Como parte da programação comemorativa dos 50 anos do Tuca, estreia dia 21 de agosto no Teatro Tucarena A Tempestade, quinta direção de Gabriel Villela para uma peça de Shakespeare, depois de Romeu e Julieta (com o Grupo Galpão), Sonho de Uma Noite de Verão (com a Cia de Dança Palácio das Artes de BH), Macbeth (com Marcello Antony e Claudio Fontana) e Sua Incelença Ricardo III (com o grupo Clowns de Shakespeare).
Para montar o último texto do consagrado autor inglês, Gabriel reuniu 11 atores, dos quais 9 ele já havia trabalhado em outros projetos. O elenco é composto por Celso Frateschi (Próspero), Helio Cicero (Caliban), Chico Carvalho (Ariel), Letícia Medella (Miranda) e Romis Ferreira, Dagoberto Feliz, Marcos Furlan, Rogerio Romera, Leonardo Ventura, Felipe Brum e Rodrigo Audi.
Para muitos estudiosos, A Tempestade foi a peça em que o autor homenageou suas próprias criações anteriores e onde se despede da dramaturgia, já prevendo sua morte, que aconteceu cinco anos depois, em 1616.
A voz dos atores é instrumento de extrema importância para o teatro de Gabriel Villela, seja ela falada ou cantada. O diretor escalou para trabalhar a espacialização da voz do elenco a italiana Francesca Della Monica, uma importante e frequente parceira artística de seus trabalhos mais recentes. Antropóloga da voz, pesquisadora de voz da Universidade de Brera, em Milão, Itália, foi também responsável pela pedagogia na Fondazione Pontedera. A preparação vocal e a partitura dos textos coube a outra antiga parceira de Gabriel Villela: a fonoaudióloga e preparadora vocal mineira Babaya, que já fez 28 espetáculos com o diretor, enquanto os arranjos instrumentais e vocais foram elaborados por Marco França, músico e ator do grupo Clowns de Shakespeare, que junto com Babaya, assina a direção musical e ainda com o suporte artístico e pedagógico do musicista e ator Dagoberto Feliz.
A música tocada e cantada ao vivo pelos atores é um elemento fundamental nesta montagem. Para compor o repertório da peça foram selecionadas canções populares brasileiras de domínio público cujo tema fosse universo das águas doces do Brasil e salgadas do Oceano Atlântico, com novos arranjos para ambientar a atmosfera onírica do espetáculo. "Buscamos uma delicadeza nas canções, a ideia do Marco de juntar violino, violão, flauta e acordeon foi pensada para esse fim. Mesmo quando a música vem com força, trata-se de uma força delicada", comenta Babaya.
Os figurinos em tons de areia e terrosos e com inúmeras camadas de bordados, aplicações e sobreposições são de Gabriel Villela, com bordados de Giovanna Villela e acabamento de José Rosa.
A cenografia de Gabriel Villela e Márcio Vinicius foi pensada para o formato de arena. O cenário aponta um grande círculo que envolve toda a encenação, remetendo à Ilha onde Próspero e sua filha Miranda vivem. Dentro deste círculo, potes de cerâmica, uma cama repleta de objetos míticos e de magia utilizados por Próspero, mesas, objetos que remetem a um navio naufragado, instrumentos musicais e outros símbolos teatrais preenchem a cena e tomam diferentes significados conforme a história acontece.

A iluminação é de Wagner Freire, os adereços e objetos de cena foram confeccionados por Shicó do Mamulengo e a direção de movimentos é do preparador corporal Ricardo Rizzo.
Completam a equipe criativa os diretores assistentes Ivan Andrade e Cacá Toledo que já acompanharam Gabriel em muitos outros espetáculos. "Ivan e Cacá são peças definitivas, eles atuam e afetam a estética deste trabalho", ressalta o diretor.
O espetáculo conta com o patrocínio da AB Concessões, Sul America e 2S Inovações Tecnológicas através da Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministerio da Cultura

SINOPSE
A obra se passa numa ilha remota, onde Próspero, duque de Milão por direito, planeja restaurar sua filha Miranda ao poder, utilizando-se de ilusão e manipulação. Próspero tem a seu serviço Caliban, um escravo em terra, homem adulto e disforme, e Ariel, o espírito servil e assexuado que pode se metamorfosear em ar ou fogo. Os poderes eruditos e mágicos de Próspero e Ariel combinam-se para invocar uma grande tempestade, visando assim atrair seu irmão Antônio, que lhe usurpou a posição de duque, e seu cúmplice, o rei Alonso de Nápoles, para a ilha. Lá, suas maquinações acabam por revelar a natureza vil de Antônio, provocando a redenção do rei, e o casamento de Miranda com o filho de Alonso, Ferdinando. A Tempestade é uma história de vingança, amor, conspirações oportunistas, e também de reconciliações e perdão. “Temos A Tempestade nas mãos, e isso não é pouco. Trata-se de um dos textos mais importantes de Shakespeare e o que ele tem de mais atual é o fato de tratar do desejo”, comenta Celso Frateschi. "Tenho atração e encantamento por obras que traduzem o universo mítico, onírico e poético, como A Tempestade", complementa Gabriel Villela.

Arqueologia da encenação
Neste espetáculo, o diretor faz referências a alguns dos seus trabalhos anteriores, como uma citação a uma cena da sua versão de Romeu e Julieta com o Grupo Galpão, no momento em que os personagens Ferdinando e Miranda se encontram. O galho de árvore utilizado como o cajado mágico de Próspero, assim como o galho que simboliza uma cobra, vieram do fundo das águas da represa de Carmo do Rio Claro, terra natal de Gabriel Villela. Algumas canções escolhidas para a peça já estavam há anos na cabeça do encenador para esta montagem. Elas fazem parte de uma pesquisa musical feita por Babaya no CD Velho Chico. Potes de cerâmica achados em antiquários são utilizados para uma reprodução da voz humana na acústica grega. Esta é uma forma de aquecimento de voz utilizada por Babaya em muitas peças do diretor (com baldes plásticos), mas somente desta vez essa técnica entra em cena através dos potes.

Sobre Gabriel Villela

Gabriel Villela estudou direção teatral na USP. É diretor, cenógrafo e figurinista. Iniciou sua carreira profissional em 1989 com “Você vai ver o que você vai ver”, de Raymond Queneau, e o “Concílio do Amor” de Oskar Panizza. Desde então, recebeu 3 prêmios Molière, 3 Prêmios Sharp, 8 Prêmios Shell, 10 Troféus Mambembe, 5 Troféus APCA, 5 Prêmios APETESP, 2 Prêmios Panamco, entre outros. Encenou Heiner Muller (Relações Perigosas), Calderón de la Barca (A Vida é Sonho) William Shakespeare (Romeu e Julieta, Ricardo III, Macbeth), Nelson Rodrigues (A Falecida e Vestido de Noiva), Arthur Azevedo (O Mambembe), Strindberg (O Sonho), João Cabral de Melo Neto (Morte e Vida Severina). Dirigiu a trilogia de musicais do Chico Buarque para o TBC: “A Ópera do Malandro”, “Os Saltimbancos” e “Gota D’Água”. Dirigiu também “A Ponte e a Água de Piscina”, de Alcides Nogueira. Dirigiu shows, musicais, óperas, dança e especiais para TV. Foi Diretor Artístico do Teatro Glória / RJ (1997/99) e também do TBC em SP (2000/2001).
Tornou-se um dos mais renomados diretores teatrais com reconhecimento internacional, sendo convidado a participar de Festivas nos EUA, Europa e América Latina. Com o Grupo Galpão ("Romeu e Julieta", "A Rua da Amargura" e “Os Gigantes da Montanha”), Gabriel foi convidado para a temporada no Globe Theatre, em Londres, conquistando a crítica e o exigente público londrino.
Seus últimos trabalhos foram "Um Réquiem Para Antonio", de Dib Carneiro Neto, com Elias Andreato e Claudio Fontana, “Os Gigantes da Montanha”, de Pirandello, elogiado espetáculo com o Grupo Galpão, “Macbeth”, de Shakespeare, com Marcello Antony e Claudio Fontana, “O Soldadinho e a Bailarina”, com Luana Piovani; “Calígula”, de Albert Camus com Thiago Lacerda; “Crônica da Casa Assassinada”, de Dib Carneiro Neto; "Hécuba" e "Sua Incelença Ricardo III"

Sobre Celso Frateschi
Ator, diretor e autor, Frateschi trabalhou com os principais diretores do teatro brasileiro, como Fernando Peixoto, Márcio Aurélio, Rubens Rusche, Enrique Diaz, Daniela Thomas, Roberto Lage e José Possi Neto. Foi premiado nos espetáculos: Os Imigrantes-autoria própria, Prêmio Mambembe de Melhor Projeto (1978), Eras (1988), de Heiner Müller, Prêmio Shell de Melhor Ator, Do Amor de Dante por Beatriz, de Dante Alighieri, com adaptação de Elias Andreato, Prêmio Apetesp de Melhor Ator (1996). É proprietário do Teatro Ágora, em São Paulo. Recentemente interpretou Potestad, Ricardo III e Sonho de um homem ridículo. Foi um dos fundadores dos grupos Teatro Núcleo Independente, Teatro Pequeno, e Ágora – Centro para o Desenvolvimento Teatral, de São Paulo. Estreou no Teatro de Arena de São Paulo, em 1980, em Teatro Jornal 1ª Edição, de Augusto Boal.
Na televisão, participou de minisséries e novelas, como: Memorial de Maria Moura, A Muralha, O Beijo do Vampiro, Um Só Coração, Paixões Proibidas, Caros Amigos, Casos e Acasos, O Astro e José do Egito. Na área da administração pública, foi Secretário de Educação, Cultura e Esportes do Município de Santo André entre 1989 e 1992 e 1997 a 1998 e Secretário de Cultura do Município de São Paulo no período de 2003 a 2004. Também foi Presidente da Funarte de 2006 a 2008 e Secretário de Cultura de São Bernardo do Campo em 2009. Na USP, desde 1980 é professor de Interpretação da Escola de Arte Dramática, (EAD/ECA/USP) e foi diretor do Teatro da USP de 2006 a 2007 e de 2010 até o início de 2014.

Com

Tradução: Marcos Daud.

Direção: Gabriel Villela.

Elenco: Celso Frateschi (Próspero).
Helio Cicero (Caliban),
Chico Carvalho (Ariel),
Leticia Medella (Miranda),
Dagoberto Feliz,
Romis Ferreira,
Marco Furlan,
Rogerio Romera,
Felipe Brum,
Rodrigo Audi,
Leonardo Ventura.

Figurino: Gabriel Villela.

Cenografia:Gabriel Villela e Márcio Vinicius.

Direção Musical: Babaya e Marco França.

Direção de texto e preparação vocal: Babaya.

Antropologia da Voz: Francesca Della Monica.

Iluminação: Wagner Freire.

Direção de Produção: Claudio Fontana.

Produção Executiva: Francisco Marques.

Realização: BF Produções.

 

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Ingressos

Sextas R$50 / Sábados e Domingos R$50 e R$70

Preço especial PUC-SP
(Para estudantes, professores e funcionários da PUC sob comprovação - número de ingressos limitado a 10% da lotação do teatro)
R$ 10,00

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